"De acordo com as Escrituras, nossos talentos
pessoais devem ser comparados com os poderes conferidos aos membros do
corpo humano. Nenhum membro do corpo mantém sua força para si mesmo, nem
a aplica para seu uso exclusivo, mas somente para o proveito dos
demais. De igual modo, nenhum membro da Igreja recebe vantagens de sua
própria atividade, mas através de sua cooperação com a totalidade do
corpo de crentes. Qualquer habilidade
que um fiel cristão tenha, deve dedicá-la ao serviço de seus
companheiros crentes, como também submeter, com toda sinceridade, seus
próprios interesses ao bem-estar comum da Igreja. Apropriemo-nos desta
regra com boa vontade e amabilidade, para que quando tivermos a ocasião
de ajudarmos aos demais, possamos nos comportar como quem, algum dia,
dará conta de seus próprios atos, recordando sempre que a distribuição
dos benefícios se determinará em harmonia com a lei do amor. Em primeiro
lugar, não deveríamos intentar promover o bem dos demais, buscando o
nosso próprio, mas, antes, preferir o bem dos outros pelo que isso
significa em si mesmo."
João Calvino
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