quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

"De acordo com as Escrituras, nossos talentos pessoais devem ser comparados com os poderes conferidos aos membros do corpo humano. Nenhum membro do corpo mantém sua força para si mesmo, nem a aplica para seu uso exclusivo, mas somente para o proveito dos demais. De igual modo, nenhum membro da Igreja recebe vantagens de sua própria atividade, mas através de sua cooperação com a totalidade do corpo de crentes. Qualquer habilidade que um fiel cristão tenha, deve dedicá-la ao serviço de seus companheiros crentes, como também submeter, com toda sinceridade, seus próprios interesses ao bem-estar comum da Igreja. Apropriemo-nos desta regra com boa vontade e amabilidade, para que quando tivermos a ocasião de ajudarmos aos demais, possamos nos comportar como quem, algum dia, dará conta de seus próprios atos, recordando sempre que a distribuição dos benefícios se determinará em harmonia com a lei do amor. Em primeiro lugar, não deveríamos intentar promover o bem dos demais, buscando o nosso próprio, mas, antes, preferir o bem dos outros pelo que isso significa em si mesmo."

João Calvino

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