"A doutrina bíblica do pecado original se
resume nisto (emprestado de Agostinho): Somos livres para fazer o que
gostamos, mas não somos livres para gostar do que deveríamos gostar.
“Pela desobediência de um só homem [Adão], muitos se tornaram pecadores”
(Rom 5.19). Esta é a nossa condição. E sabemos, com base em nosso
próprio coração e nas Escrituras, que somos responsáveis pela corrupção
de nosso “querer”. De fato, quanto
melhores nos tornamos, tanto mais nos envergonhamos de sermos maus, e
não apenas de fazermos o mal. Como disse N. P. Williams: “O homem comum
pode sentir-se envergonhado de praticar o que é errado, mas o santo,
capacitado com o aprimoramento superior de uma sensibilidade moral e
poderes perspicazes de introspecção, se envergonha de ser o tipo de
pessoa que está sujeito a praticar o que é errado”.
A obra
soberana e espontânea de Deus em mudar o coração é a nossa única
esperança. Portanto, temos de pedir-Lhe um novo coração. Temos de orar
para que Ele nos dê o “querer” — “Inclina-me o coração aos teus
testemunhos e não à cobiça” (Salmos 119.36). “Alegra a alma do teu
servo, porque a ti, Senhor, elevo a minha alma” (Salmos 86.4). Deus
prometeu fazer isto: “Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que
andeis nos meus estatutos” (Ezequiel 36.27). Isto é a nova aliança
comprada com o sangue de Jesus (ver Hebreus 8.8-13; 9.15).
“Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim
de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião
oportuna” (Hebreus 4.16)."
John Piper
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