Há um mal-entendido comum que se Deus o ordena
a fazer algo, então está certamente apto a obedecê-lo. Jesus diz que o
primeiro e maior mandamento para nós é amar a Deus com todo o nosso ser,
mas ninguém está apto a obedecê-lo. Ninguém ama a Deus perfeitamente, e
qualquer pessoa que reivindica amá-lo perfeitamente apenas demonstra
ter uma compreensão muito pobre do que significa perfeição.
Agora, sermos
incapazes de obedecer perfeitamente a Deus quando ele exige perfeição
significa que, se quisermos ser aceitáveis a Deus, precisaremos que seja
imputada sobre nós uma justiça externa – precisaremos da justiça
perfeita do próprio Deus imputada sobre nós. Foi isto que Cristo fez
pelo seu povo. Se Deus o escolheu para ser salvo, isso significa que
Cristo veio para morrer por você, e que ele pagou a sua dívida pelo
pecado, e que quando você creu nele sua justiça foi imputada em você.
Assim, Deus declarou-o legalmente justificado aos seus olhos, embora em
si você ainda seja um pecador. É dessa justiça imputada que você depende
para a sua justificação e aceitação contínua diante de Deus na sua vida
cristã.
Isso não significa que você pode deixar de lutar
contra o pecado. O crente não está na mesma posição do incrédulo, visto
que Deus concedeu ao crente o Espírito Santo para assisti-lo na
santificação. O Espírito Santo age para que o cristão lembre e obedeça
aos mandamentos de Deus. Portanto, uma vez ciente que as suas razões na
oração e adoração não são sempre puras, você pode ativamente lutar
contra o pecado que persiste. Você precisa lutar para remover as
reminiscências da pecaminosidade e da impiedade presentes no seu
coração. Você precisa sufocar e frustrar o desejo de elogio e de
aprovação por parte das pessoas.
Vincent Cheung
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