quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Há um mal-entendido comum que se Deus o ordena a fazer algo, então está certamente apto a obedecê-lo. Jesus diz que o primeiro e maior mandamento para nós é amar a Deus com todo o nosso ser, mas ninguém está apto a obedecê-lo. Ninguém ama a Deus perfeitamente, e qualquer pessoa que reivindica amá-lo perfeitamente apenas demonstra ter uma compreensão muito pobre do que significa perfeição.
Agora, sermos incapazes de obedecer perfeitamente a Deus quando ele exige perfeição significa que, se quisermos ser aceitáveis a Deus, precisaremos que seja imputada sobre nós uma justiça externa – precisaremos da justiça perfeita do próprio Deus imputada sobre nós. Foi isto que Cristo fez pelo seu povo. Se Deus o escolheu para ser salvo, isso significa que Cristo veio para morrer por você, e que ele pagou a sua dívida pelo pecado, e que quando você creu nele sua justiça foi imputada em você. Assim, Deus declarou-o legalmente justificado aos seus olhos, embora em si você ainda seja um pecador. É dessa justiça imputada que você depende para a sua justificação e aceitação contínua diante de Deus na sua vida cristã.
Isso não significa que você pode deixar de lutar contra o pecado. O crente não está na mesma posição do incrédulo, visto que Deus concedeu ao crente o Espírito Santo para assisti-lo na santificação. O Espírito Santo age para que o cristão lembre e obedeça aos mandamentos de Deus. Portanto, uma vez ciente que as suas razões na oração e adoração não são sempre puras, você pode ativamente lutar contra o pecado que persiste. Você precisa lutar para remover as reminiscências da pecaminosidade e da impiedade presentes no seu coração. Você precisa sufocar e frustrar o desejo de elogio e de aprovação por parte das pessoas.

Vincent Cheung

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